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Palco da vida: Jovem de 22 anos sai do litoral rumo a sonho artístico

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     Matheus deixou sua cidade natal em busca do sonho nos palcos. Matheus Oliveira Bonfim de França é um jovem de 22 anos que, em busca do sonho de infância na área de atuação, deixou, há cerca de dois anos, sua cidade de origem, Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, em busca de seu grande desejo de se tornar um dublador. No início, a contragosto da família, partiu para São Paulo, capital, em companhia de seu tio, que na época visitava os parentes.  Porém, como o planejado não seguiu exatamente o seu rumo, mudou-se novamente, dessa vez para a cidade interiorana de Araçatuba–SP. Esperou por dois anos até conseguir a vaga no tão desejado curso de teatro na escola técnica do Senac. Em suas palavras, a arte é uma forma de expressão. No teatro, podemos pôr à tona todas as vivências, em especial o sentimento de raiva, além de dar matizes, de forma exagerada, à tristeza, alegria. Sendo o primeiro da família a se voltar para a arte, teve tal anseio partido de um sonho ...

Rebeca Andrade: de uma família de sete irmãos ao bronze olímpico em 2024

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Rebeca Andrade, atual medalha de bronze em ginástica. Fonte: O Globo.  Pela tarde de hoje, terça-feira (01/08), estava por ver aleatoriamente a televisão quando parei em uma emissora que transmitia os Jogos Olímpicos, mais precisamente a ginástica artística.  A jovem de 25 anos, nascida em Guarulhos, vem de uma família de sete irmãos, sendo que a renda do lar era proveniente da mãe, uma trabalhadora de empregos domésticos. Os olhos saltavam na tela diante de cada salto e acrobacia que dava entre as barras paralelas. Não que eu entenda muito, mas era um espetáculo acrobático de encher os olhos.  Ao vê-la tão altiva e segura de si em seu desempenho magistral, surpreendi-me muito ao notar a sua voz jovial no momento da entrevista. Não que eu a considere pejorativamente "velha", todavia foi encantador ver o desempenho, maturidade e disciplina de uma jovem de apenas 25 anos. Andrade perdeu o pódio do primeiro lugar para a norte-americana Simone Biles, já considerada uma imorta...

A rainha do crime: o recorde da literatura mundial

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  Por Caroline Franciele Falar em mistério sempre mexeu com o imaginário popular.  Descoberta esta que os romancistas logo se esbaldaram e criaram vários e vários personagens, filmes, séries, livros e até mesmo histórias em quadrinhos. Talvez um dos personagens mais emblemáticos conhecidos seja Sherlock Holmes; elementar, minha cara leitora (r). Mas, não devemos deixar passar uma das mulheres de mais sucesso da literatura mundial, se não a mais conhecida. A primeira vista, uma senhora amigável, do tipo que faz chá com biscoitos para os netinhos. Porém, por trás dos cachinhos brancos está uma afiadíssima mente singular. Criadora de enredos fascinantes, assassinatos misteriosos, corpos achados de forma trágica e a sempre presente crítica social.   Estamos falando da romancista, contista, poetisa e dramaturga. Da Lady/Queen of crime . Estamos falando de uma mulher além de seu tempo. Que, mesmo nascendo em 1890, segundo o Livro dos Recordes,  é a romancista mais bem...

Independência ou independência: da queda do patriotismo ao apogeu da cidadania

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  Por Caroline Franciele 'Independência ou morte!' a célebre frase que aprendemos nas aulas de história nos remete a  uma imagem de Dom Pedro montado em seu cavalo branco, com o peito cheio de medalhes e uma voz revolucionária. Só que não foi bem assim. Aprendemos desde cedo uma história que é contada sob o viés dos vencedores. Algo que parece ser certo, heroico, destemido ou até mesmo magnífico. Felizmente, não é bem assim que a banda toca. Não nos ensinam as razões políticas pelas quais o 'independente' ergueu a espada. Para não voltar a Portugal.  Enfim, seja lá por quais tenham sido os motivos, nos tornamos uma nação independente. Sem escolas, saneamento básico, quase sem médicos e ainda ligados a coroa portuguesa. Desde então, várias outras lendas urbanas se vincularam ao imaginário popular: de que as cores de nossa bandeira simbolizavam nossas riquezas. De que Tiradentes foi um inconfidente mineiro. Até mesmo comemoramos o Dia do Índio e depois erguemos estátuas d...

I wanna it all: Os 77 anos de Freddie Mercury

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Por Caroline Franciele                                                             Freddie Mercury, dono de uma vozes mais potentes do mundo da música. Créditos: Pinterest                                                                      Em 05 de setembro de 1946  nascia uma das maiores estrelas do rock mundial: na Cidade de Pedra, localizada na Tanzânia, vinha ao mundo Farrokh Bulsara. Muito provavelmente, o nome não é conhecido pela grande massa, mas é só falar Freddie Mercury que toda a memória vem a tona. Nascido na família Bulsara, que se mudou para a terra da rainha em 1964 devido a instabilidade política em Zanzibar - arquipélago da Tanzânia- o astro do...

Lua Azul: o eclipse do amor para os apaixonados

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Por Caroline Franciele Na modernidade dos dias, é mais do que comum que muitos achem que  o amor morreu ou que o romance é algo "cafona".  Porém, na noite de ontem, os que admiravam o céu, mesmo que a paisana, puderam ver o fenômeno da superlua azul, mostrando assim a força e beleza da natureza, que tentamos muito, mas não conseguimos destruir. A lua iluminava os céus como um maravilhoso lustre que com toda a sua pompa e majestade encantava os olhos e aquecia o coração de todos. Por um momento, por mais mínimo que fosse, todos, ricos, pobres, homens, mulheres, não binários, adultos, crianças e até mesmo animais foram agraciados com um presente divino que não nos custou nada, apenas a admiração. O fenômeno vai acontecer novamente daqui a 2 anos, e o encanto voltará a regozijar a todos, com um júbilo montanhoso. Todavia, como já dizia o filósofo, não se entra duas vezes no mesmo o rio, as águas e as pessoas já não serão mais os mesmos. O mesmo será daqui a 2 anos: a admiração p...

E agora, Brasil?

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  Por Caroline Franciele     Brasil, mostra a sua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim. Não é de hoje que esses versinhos de Cazuza ecoam na minha cabeça, juntamente com o poema do grande Carlos Drummond de Andrade, "E agora, José?" Se não me falha a memória, o poema de Drummond dizia assim: "E agora, José? A festa  acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou [...]". Pode não ser José e por momento não é mais o povo brasileiro - ufa. Porém, a farra, a festa de um certo indivíduo ligado a política acabou. Não há mais folia, passeatas em motocicletas sem máscara em época pandêmica. As luzes, os holofotes que brilhavam sob sua cabeça se apagaram e agora mostram toda a sua escória e sujeita. Seus apoiadores, agora fazem delação premiada e dizem ser meros cumpridores de ordens.  A noite, antes de festejos, vídeos de piadas escatológicas, compras imensas de leite condensado e xingamentos públicos à imprensa- que teve seu índice de ataques sofridos a...